E não adianta dizer que ele ou
ela é perfeito, porque não existem pessoas perfeitas.
No começo tudo são mares de
rosas que lhe fazem pensar que não há fim, que finalmente você está vivendo um romance
digno de um seriado de TV, que enfim encontrou um ombro seguro para encostar
sua cabeça, que não há mais nada para se preocupar porque aquela pessoa está e
sempre estará lá. Mas esses sentimentos, pensamentos, opiniões, não passam de
mera ilusão.
As pessoas mudam e as situações
também. Não adianta acreditar no para sempre porque o “para sempre, sempre
acaba.”
Logo no fim vem à tempestade, aquilo
que um dia fora um navio acabara de se transformar em um barco velho,
desgastado afundando aos poucos, deixando os tripulantes gravemente feridos
sufocados pela água abundante de desespero. Sem conseguir salvar seu próprio
coração, toma-se uma medida desesperada: O desejo de se entregar, de se atirar
em um poço profundo e mergulhar num lago de sofrimento, sem se preocupar em
saber de alguma saída.
Até que então avista uma alma
perdida como a sua, por quem se apaixona perdidamente, oferecendo-lhe refúgio iniciando um novo ciclo, um ciclo
interminável, o ciclo da tristeza.